20 de jan de 2010

Evo, sí

"Evo sí"

"Evo de nuevo"

"Evo y el pueblo. Juntos somos millones"


Extasiados pelas mais belas e altas montanhas que nossos olhos já conheceram, começamos a subir a Cordilheira dos Andes com destino a La Paz. Casas simples, construídas de pedras e sapé indicam que, por mais improvável que pareça, as montanhas sao habitadas. O ônibus vai subindo, subindo e aparecem alguns pastores guiando suas lhamas para os campos mais verdes, em meio às mais variadas frases de apoio ao presidente Evo Morales. As mensagens, que explicitam o apoio ao atual governo, sao escritas nas montanhas, nas pedras e nas próprias casas dos moradores da regiao.
Mensagens de apoio a Evo/Foto de Elder Barbosa




As mensagens de apoio aumentam de frequência ao se chegar a El Alto, uma cidade acima de La Paz com 820 mil habitantes, onde se aglomeram em casas mal-acabadas. Pouco mais adiante, somos recepcionados por uma grande estátua de Ernesto Che Guevara de sete metros pisando numa águia norte-americana.

Estátua de Che Guevara  em El Alto, Bolívia/Foto de Lívia Alcântara

Visto de El Alto, La Paz já se mostra uma cidade cosmopolita. As casas cor de areia compoem a paisagem juntamente com ruas cheias de carros, outdoors, vendedores e prédios. Seria um exagero dizer que existem mais argentinos do que bolivianos em La Paz, mas essa é a impressao que se tem ao caminhar por poucos minutos pela parte turística da cidade. Próximo à rua Llampu, onde se encontram grande parte dos hostels, é possível jantar em restaurantes de culinária internacional, lojas para roupas de frio, e artigos para mochileiros a preços mais baratos do que práticados no Brasil.

La Paz, mais do que outras cidades da Bolívia, parece preparada para o turismo. As recepcionistas dos alojamentos entendem nosso portunhol, e os vendedores sao mais receptivos e reconhecem logo que somos brasileiros. Dizem que é pelo sotaque e pelos sorrisos.

Em direçao à praça Murillo, onde fica a casa de governo, a cidade ganha outros contornos ao presenciarmos um protesto em frente à casa superior de justiça. Patricia Bapaucara, responsável por falar em nome do grupo à imprensa, explicou que os manifestantes pertencem à comunidade Mallaca (bairro de La Paz) e que estao na luta por uma pena severa para José Luiz Calvi, que roubou suas terras através da falsificaçao de títulos.

Protesto contra José Luiz Calvi/Foto de Lívia Alcântara


Depois de conferirmos de perto a febre Evo Moralez em seu principal reduto, partimos em direçao à terra sagrada dos antigos tiwanaca e incas: a isla del sol localizada no infinito lago Titikaka.


Elder Barbosa e Lívia Alcântara


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obs: Pedimos desculpas pela ausência do acento "til", inexistente no teclado espanhol.

2 comentários until now.

Lílian Alcântara + 22 de janeiro de 2010 01:46 (#) :

Eu queria dar uma dica pro Elder, pra antes de vir embora passar em Potosí e assistir o jogo do Cruzeiro... só pra matar a saudade da Libertadores...

Anônimo + 23 de fevereiro de 2010 17:35 (#) :

Evo de nuevo!

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