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3 de jul. de 2010

Doc Verdade: documentários para um mundo mais justo

A dica do Bangalô deste mês não é um livro e não é um filme, é um blog. O Doc Verdade (@docverdade) disponibiliza para download "documentários para um mundo mais justo".

28 de dez. de 2009

Do vestibular à educação de qualidade para todos

No próximo ano, o "Cursinho Pré-Vestibular Popular da UFV"* trará uma novidade. O fortalecimento do “grupo” Ética e Cidadania, que tem como proposta articular e desenvolver os três princípios que norteiam a ação do cursinho: educação popular, autogestão e interdisciplinaridade. Ética e cidadania, apesar de constar como uma disciplina na grade curricular do cursinho, tem o objetivo de ir além da disciplina, “de estar como um todo no cursinho”, como explica Marcio Carvalho, que é  graduando em história e ex estudante do cursinho popular de Passos. Hoje, Marcio é educador de dois cursinhos populares: o da UFV e o cursinho (do município) de Paulo Cândido.

22 de set. de 2009

A voz da educação do campo

O Bangalô de Flores esteve presente no Seminário de Educação do Campo (abordado anteriormente por este blog) realizado nos dias 21 e 22 de setembro na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e traz uma novidade para você: um podcast com um panorama da discussão.

17 de set. de 2009

Ensino superior para assentados

Os dias 21 e 22 de setembro de 2009 serão marcados pelo “Seminário de Educação no Campo” (aberto a toda comunidade) que acontece na Universidade Federal de Viçosa (UFV). O evento busca levantar a discussão da educação no campo e sensibilizar a comunidade acadêmica para a criação de uma Turma Especial de Agronomia para assentados da Reforma Agrária. O curso tem a previsão de duração de cinco anos, e a primeira turma funcionará em caráter experimental.

Existem cerca de 60 cursos para turmas especiais de assentados no Brasil. A grande maioria desses cursos são de licenciatura, como Português, Geografia e História, o que se justifica pela falta de professores nos assentamentos. Em Viçosa o curso de agronomia é necessário pela falta de quadros profissionais na região, segundo Mário Riquelme, membro da Assessoria de Movimentos Sociais da UFV. A tarefa é desenvolver a produção agrícola nos assentamentos brasileiros.

A educação no campo sempre foi muito precária no país. As escolas eram de difícil acesso para a maioria da população, e, além disso, o conteúdo ensinado se caracterizava por conservar muito do ensino praticado nos espaços urbanas, não se voltando para as especificidades do mundo rural. Assim, foi criado em 1998 o Pronera com o objetivo de atender a essas particularidades do campo e levar a educação a comunidades mais afastadas. Apesar de o Pronera ter ajudado no melhoramento da educação nas áreas rurais, o desafio ainda é grande já que a verba do governo federal destinada ao projeto é ainda muito pequena, o que prejudica o transporte e a alimentação dos alunos. O modelo usado para a educação de assentados no ensino superior é a pedagogia da alternância, em que o graduando intercala sua freqüência na universidade com a ajuda ao familiares no cultivo de sua terra.


Uma comissão de oito professores da UFV foi montada em agosto para avaliar o projeto escrito pela Assessoria de Movimentos Sociais da UFV. Em outras experiências ocorridas no território brasileiro, os críticos da iniciativa alegam que a criação de uma turma especial de assentados fere o direito da igualdade de condições para o ingresso no ensino superior. A educadora Maria Clara di Pierro afirma que o Pronera contribui para a democratização da educação no campo, dando oportunidade a muitos que não tinham acesso ao ensino superior. Além disso, vale ressaltar que não se pode tratar de maneira igualitária os desiguais, já que uma pessoa do campo (em muitos casos) não tem acesso à mesma qualidade de ensino encontrada nos centros urbanos. Para reforçar esses argumentos favoráveis, a própria lei de diretrizes de base de 1996 assegura o direito a educação para moradores do campo.

Veja a programação do evento aqui.
 
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