05/02/2010

Autonomia inca

Viajar pelo Peru através dos confortáveis ônibus peruanos é um respiro de comodidade, depois de se passar 10 dias andando em transportes apertados e desconfortáveis na Bolívia. Logo se percebe a diferença entre a infraestrutura urbana dos dois países, as cidades e casas são construídas e organizadas de maneira semelhante a que nos acostumamos a ver no Brasil. Os costumes, odores e sotaques mudam instantaneamente ao se cruzar um pequeno muro de pedra com oficiais que carimbam seu passaporte.

02/02/2010

Turismo cultural ou mercantilização da cultura?



A caótica La paz vai ficando para trás, dando lugar à uma planíce povoada de casas de adobe, com presença de pastores, ovelhas e llamas. Eis que surge, ao lado esquerdo da estrada, um mar de água doce, num azul tão forte, que penetra nos olhos, invade a alma e provoca um deslumbramento sobrenatural. Neste momento não duvidamos que o Lago Titicaca foi formado a partir das lágrimas do deus Viracocha (ou Inti).


Lago Titicaca /foto de Lívia Alcântara

22/01/2010

Posse de Evo Morales em Tiwanaku



Tiwuanaku/foto de Lívia Alcântara

A posse de Evo Morales, ontem em Tiwanaco, foi uma festa carregada do simbolismo andino. Para o jornal, de direita, La Prensa a bençao ancestral realizada se contrapoe à contituiçao laica. O que se viu foi os mais diferentes grupos culturais e políticos presentes e festejantes. Hoje, o presidente toma posse em La Paz, com a presença de importantes líderes de outras naçoes, como os presidentes do Chile, Equador, Paraguai e Venezuela e o prícipe da Espanha Felipe Bordón. Na praça principal da cidade, praça Murillo, o povo comemora desde às 8:30 horas da manha.

Fotos de Elder Barbosa e Lívia Alcântara - Posse de Evo Morales em Tiwanaco - 21 de janeiro de 2010

Tiwuanaku/fotos de Lívia Alcântara


Elder Barbosa e Lívia Alcântara

Postagens recentes: viagem Bolívia - Peru:


20/01/2010

Evo, sí

"Evo sí"

"Evo de nuevo"

"Evo y el pueblo. Juntos somos millones"


Extasiados pelas mais belas e altas montanhas que nossos olhos já conheceram, começamos a subir a Cordilheira dos Andes com destino a La Paz. Casas simples, construídas de pedras e sapé indicam que, por mais improvável que pareça, as montanhas sao habitadas. O ônibus vai subindo, subindo e aparecem alguns pastores guiando suas lhamas para os campos mais verdes, em meio às mais variadas frases de apoio ao presidente Evo Morales. As mensagens, que explicitam o apoio ao atual governo, sao escritas nas montanhas, nas pedras e nas próprias casas dos moradores da regiao.
Mensagens de apoio a Evo/Foto de Elder Barbosa


13/01/2010

Cochabamba: o oriente se aproxima

Ao chegarmos em Cochabamba, temos a impressao de que realmente estamos em outro país: com seus costumes, indumentárias e cheiros próprios. A cidade, que se situa a 2558 metros acima do mar, é uma das mais importantes cidades do país e capital do departamento de mesmo nome.

10/01/2010

A dualidade de Santa Cruz de la Sierra

Santa Cruz de la Sierra é a cidade mais populosa da Bolívia, com cerca de 1,5 milhoes de habitantes. A proximidade com a fronteira brasileira permite que o clima seja muito similar ao do nosso país.

Ao chegar à cidade, vindo de Puerto Quijarro, percebe-se que nao há muita diferença para as avenidas que levam às grandes cidades do Brasil, exceto pelas placas em espanhol. Muitas oficinas fazem "cambio de aceite" (óleo de carro), e os restaurantes oferecem "pollo" (frango) das mais variadas formas, pollo ao horno e ao espieto sao as mais populares. O que é bastante curioso é a grande quantidade de carros chiques e importados nas ruas.


Santa Cruz de la Sierra/foto de Eder Barbosa

08/01/2010

Informalidade a la boliviana

Chegar a Bolívia nao é muito díficil. Uma viagem de 22 horas em um confortável ônibus com direito a água e ar condicionado. O choque cultural começou com o grito do motorista, quando adentramos a fronteira boliviana em Puerto Quijarro: "É preciso carimbar os documentos".

À nossa frente, avistamos uma tempestade de areia e um amontoado de pessoas dispostas a entrar ou sair da Bolívia. Utilizavam de um espanhol rápido e informal, que nao estavámos acostumados a ver nas salas de aula. Depois de conseguir um papelito azul no grito, bastou preenchê-lo à mao, em letra de forma e carimbá-lo. Simples assim, sem que o policial conferisse nossa identidade e a carteira de vacinaçao internacional.