24 de out de 2009

A Negritude em Movimento!

Com o objetivo de discutir o “Estatuto da Promoção da Igualdade Racial” acontece no próximo dia 25 de outubro em Ponte Nova o VI FOPPIR (Fórum pela Promoção da Igualdade Racial) . O encontro busca propor políticas raciais e que estas sejam feitas através da ação direta dos negros e negras para a defesa de uma parcela da população que, em sua maioria, é mantida à margem da política institucional. A participação prevista no Fórum é de 250 pessoas, contando com a presença de representantes da Sociedade Civil organizada e do Poder Público. Veja a programação aqui.




O FOPPIR é organizado pela FOMENE ( Fórum Mineiro de Entidades Negras), que é uma associação civil, sem fins lucrativos e econômicos, que busca articular as entidades negras mineiras. O Fórum pela Promoção da Igualdade Racial é uma das políticas da entidade, que congrega cerca de vinte movimentos que atuam na promoção da igualdade racial, além de envolver grupos de discussões em mais de cinqüenta municípios de Minas Gerais. Na Zona da Mata de Minas Gerais, como em várias partes do país, existem grupos decididos a discutir e levantar a questão negra no Brasil. Alguns deles: Associação Cultura da Raça Negra de Congonhas, Associação Desportiva e Cultural Cativeiro capoeira de Conselheiro Lafaiete, Associação de Mulheres - Chica da Silva – Juiz de Fora, Grupo Afro Ganga Zumba – Ponte Nova, entre outras.

Em Viçosa, algumas entidades vão participar do FOPPIR. Dentre elas, a UNEGRO (União de Negros pela Igualdade), entidade nacional, que já tem seu núcleo na cidade há 4 anos e conta com a participação de mais de 100 pessoas filiadas. O núcleo já desenvolveu vários seminários e palestras relacionado a questão racial e ao preconceito; O ultimo evento promovido pela entidade foi o I Fórum de Promoção da Igualdade Racial de Viçosa, em que se buscava a criação de um conselho de igualdade racial defendido em lei municipal. Para o ano de 2010, segundo Terezinha de Jesus Ferreira, são as politicas públicas para a comunidade negra viçosense, como na area da educação com campanhas de irserção da história da Africa nos curriculos escolares, estimular a leitura de escritores negros, entre outras; na saúde, pretendem atuar com campanhas de prevenação da anemia falciforme e de miomas uterinos, doenças ocorrentes nos negros e negras; além da pretensão da casa da UNEGRO, para criar um ponto de referencia do movimento negro em Viçosa.

Mas não é de hoje que os negros e negras vêem a necessidade de se mobilizar para conquistarem seus direitos. Com a extinção da escravidão, em 1888, e a proclamação da República, em 1889, os negros que haviam acabado de se livrar do cativeiro foram privados – ou tiveram muitas dificuldades – de acesso ao emprego, à moradia, à educação, à saúde pública, à participação política, ou seja, do seu direito à cidadania. Diante dessa situação, parte da população negra, na tentativa de se incluir e enfrentar problemas na sociedade, principalmente os provenientes de preconceito e de discriminação racial. Para o movimento negro, a “raça”, e a identidade racial, são utilizadas não só como elemento de mobilização, mas também de mediação das reivindicações políticas e se torna fator determinante de organização dos negros em torno de um projeto comum de ação. (mais informações ler o artigo “Movimento Negro Brasileiro: alguns apontamentos históricos”, disponível em pdf)

Há linhas de pesquisa que dividem em 3 fases o Movimento Negro depois da proclamação da República: (1889-1937) - da Primeira República ao Estado Novo, (1945-1964) - da Segunda República à ditadura militar e (1978-2000) - do início do processo de redemocratização à República Nova. Veja algumas considerações sobre o movimento negro no Brasil em períodos históricos diferentes.

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