4 de nov de 2009

Esperança jovem

No dia 25 de novembro em Viçosa, mais de 3.500 jovens marcharam contra a violência, em uma das atividades programadas para o Dia Nacional da Juventude organizado pela Pastoral da Juventude (PJ) da arquidiocese de Mariana. O tema do evento foi “Contra o extermínio da juventude na luta pela vida”, e contou também com espaços de formação e debate, missas e eventos culturais.



Jovens no centro de Viçosa durante o Dia Nacional da Juventude

A pastoral da juventude é organizada por jovens ligados à religião católica. A PJ atua segundo os princípios da Teologia da Libertação, que realiza uma outra leitura do evangelho, com ênfase no compromisso social de seus praticantes e o objetivo de construir uma sociedade mais fraterna. Um dos membros da pastoral da juventude de Viçosa, Murilo Araújo, diz que os encontros ajudam no desenvolvimento de uma consciência critica nos jovens, que discutem temas como, por exemplo, os grupos excluídos e os efeitos causadores dessa exclusão. Segundo Murilo, é preciso que a juventude se torne menos apática quanto à situação política do nosso país, e por isso que a PJ planta sementes de transformação esperando que elas se multipliquem futuramente.

Segundo o IBGE, mais de 20,7% da população brasileiros é constituída por jovens, ou seja, 40 milhões de pessoas em nosso país têm idade que varia entre 18 e 29 anos. Esse dado vem reforçar a importância da juventude no combate às desigualdades sociais de nossa sociedade (veja esse blog feito por e para jovens envolvidos nas questões sociais brasileiras). Historicamente, um dos grandes representantes do descontentamento da juventude frente ao quadro político brasileiro é o movimento estudantil. O ME já atuou no Brasil como uma forte oposição a ditadura militar, organizando na década de 60 passeatas com mais de 100 mil pessoas.

Hoje a situação é outra, para Murilo o ME se transformou em instrumento dos partidos políticos, acarretando em uma mera disputa eleitoreira que diminui a autonomia estudantil. Até mesmo a maior organização do ME nacional, a União Nacional dos Estudantes (UNE), tem grande parte de seus membros vinculados à atual base governista. Um exemplo desse contexto político foi o que se viu esse ano na Marcha Nico Lopes, evento organizado pelos estudantes anualmente em Viçosa. A marcha, que se caracteriza por agregar animação, irreverência e protesto, foi realizada ao som de muita música e pouco debate. Foi até relatado um caso de intolerância de alguns estudantes participantes da marcha em relação a um protesto contra a homofobia.

O ME se caracteriza por ser cada vez mais heterogêneo em sua concepção, sem um rumo definido. Karl Henzel é estudante de direito da UFV e faz parte de um grupo que propõe a revitalização da “bibliotequinha” como um símbolo da resistência e união estudantil. Karl ressalta que para isso é preciso uma retomada do caráter combativo do movimento, colocando em discussão entre os jovens a situação da educação no Brasil. Ele acha que para isso ser possível, são necessários primeiramente espaços de estudo e formação sobre a questão educacional.

2 comentários until now.

Anônimo + 8 de novembro de 2009 13:54 (#) :

BELA FOTO! TINHA TUDO ISSO DE GENTE NA NICO LOPES???

Elder Barbosa + 9 de novembro de 2009 10:27 (#) :

Olá amigo! a foto mostrada na postagem é da "Marcha contra a violência", evento que fez parte do Dia Nacional da Juventude. A Nico Lopes teve mais gente, ao som de muito axé no trio elétrico

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