8 de jan. de 2010

Informalidade a la boliviana

Chegar a Bolívia nao é muito díficil. Uma viagem de 22 horas em um confortável ônibus com direito a água e ar condicionado. O choque cultural começou com o grito do motorista, quando adentramos a fronteira boliviana em Puerto Quijarro: "É preciso carimbar os documentos".

À nossa frente, avistamos uma tempestade de areia e um amontoado de pessoas dispostas a entrar ou sair da Bolívia. Utilizavam de um espanhol rápido e informal, que nao estavámos acostumados a ver nas salas de aula. Depois de conseguir um papelito azul no grito, bastou preenchê-lo à mao, em letra de forma e carimbá-lo. Simples assim, sem que o policial conferisse nossa identidade e a carteira de vacinaçao internacional.

6 de jan. de 2010

Pachamama

Pachamama (resenha em word) é um filme sobre o deslocamento, o ato do deslocamento possibilita se pensar, se ver como pessoa, como artista, como país. Nesse sentido, também é um filme sobre o Brasil através das realidades do Peru e da Bolívia.” Esta frase, de Erick Rocha (entrevista com o cineasta em word), filho do grande cineasta Glauber Rocha e diretor (câmera e montagem) do filme ‘Pachamama’, define bem o espírito da próxima aventura do Bangalô de Flores.

Nós, Elder Gomes e Lívia Alcântara e , começamos hoje uma viagem real de três semanas pelas terras bolivianas e peruananas. E o que esta viagem tem a ver com o Bangalô de Flores? Assim como Che Guevara compartilhava com seu amigo Alberto Granada, na viagem que fez da Argentina até a Venezuela, a inquietude e o espírito sonhador, vamos expressar, em palavras, para vocês, nossos sentimentos, anseios e vivências na Bolívia e no Peru.

Vamos trazer para os leitores a situação histórica (leia a entrevista com o vice presitente boliviano Álvaro García Linera) singular encontrada na Bolívia, em que depois de séculos de dominação, os indígenas estão buscando sua autonomia na figura do atual presidente Evo Moraléz, juntamente com os movimentos populares que ganham gradativamente mais força em nosso subcontinente. Já no Peru, o encontro é com nossos ancestrais incas, que viram sua civilização milenar desmoronar com a chegada dos espanhóis a 500 anos atrás, marcando o inicio de nossa histórico de exploração.

Temos um roteiro inicial e curiosidades a saciar, mas só o caminhar vai nos dizer realmente para onde vamos e o que vamos encontrar. Na mala, levamos pouco dinheiro, recomendações quanto aos males da altitude, alguns biscoitos e muitos sonhos. Sairemos hoje de São José dos Campos, SP, vamos de ônibus até a fronteira Puerto Quirraro – Puerto Suares (Brasil – Bolívia). O destino final é Machu Pichu. A algumas horas de pegar o ônibus, o frio na  barriga é a única sensação que sentimos.

Roteiro planejado:
São José dos Campos – Puerto Suares
Puerto Suares - Santa Cruz de la Sierra  
Santa Cruz de la Sierra
Santa Cruz de la Sierra - Cochabamba
Cochabamba - La Paz
La Paz
La Paz - Copacabana
Copacabana (isla del sol/luna)
Copacabana – Puno – Cuzco
Cuzco
Cuzco – Machu Pichu

Retorno (?): possibilidade de retornar por Potosí ou ir até Ayacucho e Lima

Dica do Bangalô: Torrent para o filme "Pachamama", de Erick Rocha aqui! Áudio em potuguês BR.



Elder Barbosa e Lívia Alcântara

28 de dez. de 2009

Do vestibular à educação de qualidade para todos

No próximo ano, o "Cursinho Pré-Vestibular Popular da UFV"* trará uma novidade. O fortalecimento do “grupo” Ética e Cidadania, que tem como proposta articular e desenvolver os três princípios que norteiam a ação do cursinho: educação popular, autogestão e interdisciplinaridade. Ética e cidadania, apesar de constar como uma disciplina na grade curricular do cursinho, tem o objetivo de ir além da disciplina, “de estar como um todo no cursinho”, como explica Marcio Carvalho, que é  graduando em história e ex estudante do cursinho popular de Passos. Hoje, Marcio é educador de dois cursinhos populares: o da UFV e o cursinho (do município) de Paulo Cândido.

23 de dez. de 2009

Questão de Liberdade

Neste final de ano o Bangalô de Flores traz dois presentes!

Os documentários “Seja Marginal, Seja Herói” e “Todas as cores da Liberdade” trazem, a partir do recorte da década de 60, uma discussão dos mais variados aspectos da Liberdade, cultural, político, artístico e comportamental.

Ambos foram feitos pelos estudantes do sexto período do curso de Comunicação Social da UFV, como trabalho final da disciplina de "Temas Contemporâneos de História", ministrada pela professora Patrícia Lopes.

Confira cada um dos documentários.

17 de dez. de 2009

Problemas no solo do assentamento Olga Benário (MST)

A voçoroca é um fenômeno geológico que abre grandes buracos de erosão no solo, por ocasião das chuvas e da escassez de vegetação no local. O buraco pode chegar a proporções gigantes, impedindo que se plante ou se crie qualquer animal na região afetada. O assentamento Olga Benário localizado no município de Visconde do Rio Branco, e vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sofre com esse problema há alguns anos.

8 de dez. de 2009

Projeto Popular

A Assembléia Popular (AP) de Minas Gerais se reuniu neste final de semana em Belo Horizonte nos dias 5 e 6 de dezembro, para a “Plenária Estadual dos Lutadores e Lutadoras do Povo – Assembléia Popular - Mutirão por um novo Brasil”. O objetivo era fortalecer e articular as organizações que constroem as APs por todo o estado. Estavam presentes as APs de Juiz de Fora (Comitê Central Popular), de Montes Claros, de São João del Rey, a da educação ligada ao MSU(Movimento dos Sem Universidade), a de Viçosa e a Assessoria de Movimentos Sociais da UFV. O encontro também preparou as organizações e entidades para o ano de 2010 em que será realizado a II Assembléia Popular Nacional.


5 de dez. de 2009

Bangalô de Flores continua em movimento

O final do período letivo chegou. Nós, Elder Barbosa, Lívia Alcântara e Thais Faria, estudantes do Curso de Comunicação Social da UFV, estamos concluindo a disciplina de "Preparação de Revisão de Originais Multimídia", ministrada pelo professor Carlos d´Andrea, da qual o projeto Bangalô de Flores faz parte.

Foram quase quatro meses de informações sobre os movimentos e organizações sociais da Zona da Mata Mineira.Trouxemos para vocês notícias da criação da Turma Especial de Agronomia para Assentados da Reforma Agrária na UFV. Fizemos denúncias, como a situação dos atingidos pela barragem Barra da Braúna, em Laranjal. Disponibilizamos no blog um vídeo produzido por estes próprios atingidos, mostrando o antes e o depois da construção da barragem. Tratamos de temas polêmicos como a homofobia, o feminismo e o aborto. Resgatamos o trabalho da Assembléia Popular do bairro de Nova Viçosa em busca de um projeto popular para o Brasil.  Mostramos como está se organizando a juventude em Viçosa e o movimento negro na Zona da Mata. Divulgamos a resistência camponesa contra o agronegócio. E criamos, no mês passado, a coluna Dica do Bangalô, com indicações de livros, filmes e poesias.

Além do blog, criamos o twitter: @bangalodeflores, que possibilitou passarmos informações para vocês de forma rápida, como na divulgação do ato homofóbico de queima da Bandeira do Orgulho Gay, que aconteceu durante Marcha Nico Lopes. Existe também o orkut do Bangalô, onde você confere fotos dos eventos protagonizados pelos movimentos e organizações sociais da Zona da Mata Mineira.

Com a importância que este trabalho ganhou, não poderíamos abandoná-lo. Mesmo com o fim da disciplina, o Bangalô de Flores continua em movimento.

Como todos sabem, temos pela frente três meses de férias. Preparamos para vocês uma excursão por outros países. Vamos conhecer outros movimentos e organizações sociais em janeiro. Aguardem!

Qualquer sugestão mande e-mail para bangalodeflores@yahoo.com.br
 
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